Hoje acordamos com a notícia de que a PF estava no portão da casa de Eike Batista, com um mandato de prisão. Sua ausência privou veículos de comunicação do mundo inteiro de terem notícia para o dia todo, com fotos do magnata ao ser preso espalhadas por todas as partes do globo.
Sim, o brasileiro que chegou a ser considerado pela Forbes o 7° mais rico do mundo está de mudança para uma cela de 12 m². Presos comuns costumam ficar em dezenas nestas celas, mas provavelmente arrumarão alguma justificativa para que a hospedagem do novo morador ilustre seja exclusiva.
Mas não foi para comentar sobre o que vai acontecer com Eike que resolvi escrever este post, que diga-se de passagem, é o post de inauguração do blog. Quero escrever sobre um problema histórico da nossa nação, que é exposto com esta prisão, o relacionamento privilegiado de empresários com representantes do poder público.
Sim, enquanto os pequenos empreendedores e a classe média se matam de trabalhar para sustentar este país, os governantes abrem os cofres públicos para beneficiar milionários, que podem devolver para eles a caridade feita com o dinheiro do povo. Isenções tributárias para grandes empresas em setores friamente selecionados, obras que não tem fim entregues as empreiteiras da lava jato, licitações descaradamente direcionadas e o país parado, estagnado e quebrado com estas pessoas ficando cada vez mais ricas, financiadas pelo dinheiro arrancado de nós através de uma das cargas tributárias mais pesadas do mundo.
Em um capitalismo sadio em um país democrático isso não pode e não deve acontecer. Tamanha burocracia e tributações para os mais fracos e tantas regalias aos mais fortes enfraquecem o principal pilar da liberdade de mercado, a livre concorrência.
A conhecida história do Barão de Mauá comprova que este problema em nosso país é crônico. Sua biografia nos ensinou que é difícil empreender no Brasil sem enriquecer políticos abutres, que ficam ao nosso redor desde a época do império. A grande culpa disso está no tamanho do estado (poder estatal) brasileiro, defendido por unhas e dentes por muitos, que não percebem que estão simplesmente alimentando leões e roendo os ossos que sobram.
Em um capitalismo sadio em um país democrático isso não pode e não deve acontecer. Tamanha burocracia e tributações para os mais fracos e tantas regalias aos mais fortes enfraquecem o principal pilar da liberdade de mercado, a livre concorrência.
A conhecida história do Barão de Mauá comprova que este problema em nosso país é crônico. Sua biografia nos ensinou que é difícil empreender no Brasil sem enriquecer políticos abutres, que ficam ao nosso redor desde a época do império. A grande culpa disso está no tamanho do estado (poder estatal) brasileiro, defendido por unhas e dentes por muitos, que não percebem que estão simplesmente alimentando leões e roendo os ossos que sobram.
Eike será preso por sua relação com Cabral ter sido descoberta. Sua carcaça será exposta como um troféu, mas ele é apenas um expoente nacional. Nos menores municípios do Brasil se enxerga com facilidade estas relações criminosas entre empresários e políticos, que mostram que o buraco é bem mais embaixo que se pensa.

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