É indiscutível a importância do empreendedorismo como
elemento propulsor de inovação, desenvolvimento, geração de emprego e renda. O empreendedorismo
tem função importante no desenvolvimento de negócios, regiões e até mesmo
nações, ainda que sua base seja apenas o encontro de uma oportunidade
lucrativa, que nada mais é que um bem ou serviço que pode ser vendido por um
valor maior que seu custo de produção, com um indivíduo empreendedor, que é
aquele que age diante de uma oportunidade que vale a pena ser trabalhada.
Os estudos sobre o empreendedor e o
empreendedorismo possuem duas correntes, a dos economistas, que observam do
ponto de vista do desenvolvimento econômico e a inovação e os
comportamentalistas que avaliam do ponto de vista das atitudes, como a
disposição para correr riscos, criatividade e intuição.
Os empreendedores
pensam de forma diferente das pessoas comuns, de modo que possa tomar decisões
em ambientes de grande pressão, incerteza, alto risco e de desgaste emocional.
Já no viés econômico o empreendedor é aquele que assume riscos ao comprar
serviços ou componentes por um preço certo com a intenção de vender por um
preço incerto, que é capaz de alterar os recursos econômicos de uma área de
baixa produtividade transformando-a em uma área de produtividade e
lucratividade elevadas e que inovam através da introdução de novos produtos,
novos modelos organizacionais e de produção, além de terem sido fundamentais em
todo o progresso da humanidade, a exemplo do empreendedorismo nas grandes
navegações, revolução mercantil e industrial.
O empreendedorismo tem início no Brasil na década de 90, pois antes disso os ambientes político e econômico do país não propiciavam a iniciativa de empreendedores, além de que as informações e orientações com relação ao tema eram raras. Desde então o empreendedorismo tem se tornado muito forte na cultura brasileira, e o IBPQ confirma esta informação ao destacar que em 2015 o Brasil bateu recorde da taxa total de empreendedores ao chegar a marca de 39,3% da população entre 18 e 64 anos, índice muito superior ao de países como E.U.A e Alemanha. Visto estas informações, a pergunta que fica é: Já que o empreendedorismo é a mola propulsora do desenvolvimento e o povo brasileiro é tão empreendedor, o que acontece de errado que o país tem um crescimento econômico e social tão pífio em relação ao resto do mundo? Uma das várias respostas desta pergunta é sem dúvidas o planejamento.
Sabe-se que um
dos pilares para o sucesso de um empreendimento é o planejamento. E quando se
junta planejamento e empreendedorismo, nenhuma metodologia é mais presente que
o Plano de Negócios. O Plano de Negócios é o mapa do percurso na viagem pelo
mundo dos empreendedores, que será utilizado para organizar as ideias do
empreendimento nascente, concentrar informações importantes sobre o ramo de
atuação, os produtos e serviços oferecidos, clientes potenciais, concorrentes,
fornecedores e pontos fracos e fortes do empreendimento, para que ao fim seja
possível atestar se a ideia é viável ou não. O plano de negócios é um documento
usado para descrever um empreendimento e o modelo de negócios que o sustenta
através do estabelecimento de diretrizes, identificação de oportunidades,
orientação das operações, desenvolvimento da equipe de gestão e planejamento
antes da implantação de uma ideia. Nele devem ser descritos todos os elementos
internos e externos relevantes para a implantação do novo empreendimento. Sem
dúvidas, o passo que o empreendedor deve tomar após ter uma ideia e deseja
implantá-la é o Plano de Negócios, para que ao entrar no mercado sua estratégia
seja mais assertiva, diminuindo os riscos.
Referências:
IBPQ. Empreendedorismo no Brasil 2015. Curitiba: IBPQ, 2015
HISRICH, R. D; PETERS, M.P; SHEPHERD D.A. Empreendedorismo. Porto Alegre: Bookman, 2009.
DORNELAS, J.C.A. Empreendedorismo: Transformando ideias em negócios. São Paulo: Elsevier Editora Ltda, 2008.
MAXIMIANO, A. C. Administração para empreendedores. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.
ROSA, C. A. Como elaborar um plano de negócios. Brasília: SEBRAE, 2013.

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